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Doce e saudável

Sabe aquela história de que faz bem tomar mel quando estamos gripados ou com alguma infecção? Pois é, há sabedoria nesse hábito transmitido ao longo de gerações. Pesquisas recentes têm demonstrado que, de fato, o alimento é um excelente antibiótico natural e, em alguns casos específicos, até mais eficiente que medicamentos industrializados. Mas os benefícios também podem ser sentidos no sistema respiratório, na saúde da pele, no bom funcionamento de intestino e do sistema urinário.

Um estudo recente realizado na Universidade de Waikato, na Nova Zelândia, comprovou que o mel puro usado é eficiente no combate à bactéria estafilococo áureo resistente à meticilina (antibiótico que pertence ao grupo das penicilinas). O estafilococo entra no corpo por meio da pele e, na maioria dos casos, os anticorpos que temos em nosso organismo conseguem destruir a bactéria. Mas, quando existem feridas ou cortes cutâneos, a cura fica mais difícil há risco de o microrganismo se desenvolver e, em casos raros, levar até mesmo à morte. Com o uso do mel puro, a bactéria se tornou estéril e as cicatrizes foram minimizadas.

Em outro trabalho científico, o pesquisador Tobias Olofsson, professor da Universidade de Lund, na Suécia, também usou o alimento também para tratar feridas de cavalos que não melhoravam com o uso de remédios alopáticos e obteve bons resultados. Olofsson ressalta, porém, que é fundamental que seja utilizado mel fresco e completamente puro. Ele ressalta que, que na maioria das vezes os produtos comercializados em supermercados não contêm bactérias láticas vivas, o que compromete sua ação curativa.

Em condições adequadas, a ação antimicrobiana do mel é capaz de impedir o crescimento ou destruir microrganismos, fazendo com que seu uso seja eficiente, por exemplo, para aliviar a dor de garganta, embora não haja comprovação de que trate as causas de faringite. O que se sabe é que o alimento ajuda a conter a proliferação de microrganismos. Além disso, o mel tem ácido glucônico, que contribui para a formação do peróxido de hidrogênio, um poderoso antibactericida. O alimento também é rico em magnésio, sódio, cálcio, fósforo, ferro, manganês, cobalto e principalmente potássio, útil no equilíbrio da pressão arterial.

 

Com cuidado e moderação
O sabor doce do mel agrada grande parte das pessoas, mas é preciso consumi-lo com moderação. Rico em açúcar e com alto valor calórico, o alimento não é recomendado para pessoas com diabetes, pois pode provocar picos de glicemia no organismo. Mas nem só as pessoas com esse diagnóstico precisam ser cuidadosas, pois o mel eleva os níveis de glicose no sangue rapidamente, fazendo com que os índices de insulina também aumentem e, consequentemente, o que ao longo do tempo a pessoa se torne propensa a desenvolver diabetes tipo 2.

Grávidas também devem ficar atentas ao consumo, considerando o risco de aparecimento de diabetes gestacional. Também não costuma ser indicado para bebês de até 12 meses, pois pode apresentar uma bactéria chamada clostridium botulunum, que causa botulismo e, nessa fase, os pequenos ainda não criaram defesas orgânicas suficientes para combater a doença. Para os adultos e crianças maiores, ainda que haja a presença do microrganismo no alimento, a quantidade ingerida não chega a causar problemas de saúde.