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O sabor picante para o dia a dia

O gengibre está na moda. Ingrediente indispensável tanto no quentão servido nas festas juninas quanto nos chás para combater gripes e resfriados, nos últimos tempos essa raiz tuberosa, capaz de provocar sensação de ardência, caiu nas boas graças de pessoas que se preocupam com a alimentação saudável. Um dos pontos curiosos desse vegetal nativo da Ásia é que costuma ser usado tanto na culinária quanto na medicina – não por acaso, em sua forma natural é vendido na feira e no mercado e seus derivados (pastilhas ou capsulas, por exemplo) são comercializados em farmácias. Cortado em pequenos pedaços, o gengibre pode ser facilmente levado no bolso do agasalho e se tornar uma boa forma de nutrição durante treinos e provas, já que estimula a circulação, favorece a respiração e suas propriedades anti-inflamatórias atenuam dores musculares e articulares.

Além disso, tem efeito diurético e quando consumido no suco ou no chá. O potencial terapêutico é deflagrado pela ação conjunta de várias substâncias, principalmente encontradas no óleo essencial do gengibre, rico nos componentes medicinais cafeno, felandreno, zingibereno e zingerona. O sabor picante, tão característico, se deve à substância chamada gingerol, com potencial antioxidante, o que faz com que o gengibre seja considerado um dos alimentos que ajudam a prevenir o aparecimento do câncer.

Chamado pelos cientistas de Zingiber officinale, é frequentemente indicado para quem quer perder peso por ser termogênico (regulado pelo sistema nervoso). Para quem corre no frio, pode ser um excelente aliado, já que o gengibre favorece o aumento da temperatura corporal, acelerando o metabolismo e aumentando a queima de gordura.

O alimento também tem propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias que protegem o organismo de bactérias e fungos. Além disso, ajuda no processo de desintoxicação. Usado na fabricação de medicamentos laxantes, antigases e antiácidos, ajuda no combate a náuseas e má digestão de alimentos gordurosos, protegendo o fígado. A pessoa pode mastigar pequenos pedaços e após as refeições ou tomar um chá de gengibre, o que também costuma ser útil para manter o seu sistema imunológico em alta. Mas, é importante não exagerar na quantidade de gengibre – até porque se trata de uma especiaria, própria para ser utilizada em pequenas quantidades. Médicos alertam que, embora não seja frequente, algumas pessoas relatam ter sentido ardor no estômago, azia e desconforto estomacal após o consumo. Neste caso, ele deve ser excluído da dieta. Outro ponto a ser considerado: gengibre pode favorecer hemorragias e, por isso, deve ser evitado por pacientes com tendência a distúrbios hemorrágicos; pessoas com diagnósticos de doenças cardíacas e diabetes devem consultar o médico a respeito das quantias adequadas antes de incluir a raiz na dieta diária.