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A Maratona de Boston vai mudar!

Qual o recado que mudanças na largada da Boston Marathon dão para organizadores mundo todo. E como elas podem influenciar a corrida de rua no Brasil?



Essa semana, uma notícia chacoalhou o mercado das maratonas no mundo (e não foi o Eliud em Porto Alegre, rsrs!). A Maratona de Boston, uma das mais tradicionais e icônicas do planeta, anunciou uma mudança muito importante na sua prova. E quando Boston diz que vai mudar, o mundo do running pára pra ouvir.


Pois bem, explicando melhor: Boston não aumentou o número de corredores, não mudou o percurso nem mexeu na medalha. Boston alterou a engenharia da largada e mudou o jeito de viver a prova. E isso pode ser ainda mais impactante do que mexer na altimetria.


Como assim? Até 2025, eram 4 ondas pra cerca de 30 mil maratonistas. Faz uma conta rápida: eram cerca de 7.500 pessoas largando juntas. Agora serão 6 ondas e a mesma conta aponta 5 mil maratonistas por largada, numa redução expressiva de 33% no volume por onda de largada.


Boston basicamente fez o óbvio que muita prova ainda evita: reduziu o caos por minuto.  Menos gente largando junta, menos zigue-zague e menos energia desperdiçada pra brigar por espaço. E principalmente, mais chance de correr, de verdade, desde o km 1.


Mas nem tudo é perfeito. Mais ondas também significam largadas mais espalhadas, condições diferentes entre as ondas ao longo do dia e menos daquela sensação de “mar de gente” que arrepia principalmente o patrocinador. Ou seja, Boston resolveu trocar um pouco do espetáculo… por eficiência. E deixou uma mensagem muito clara pra provas no mundo todo, inclusive no Brasil: se não dá pra crescer, dá pra organizar melhor. Em vez de limitar quem entra, eles resolveram reorganizar como todo mundo sai. Afinal, não dá pra continuar vendendo performance sem garantir que vai haver espaço pra correr. Simples, assim.


E vamos ser francos: a largada continua sendo o principal gargalo das maiores maratonas no Brasil. Aqui entra uma provocação: quantas provas você já correu onde o seu objetivo de tempo começou a ser sabotado antes mesmo do km 1? Porque no fim, é isso: você treina 4 meses, mas passa 5km pedindo licença pra correr.  Num esporte que mede segundos, tem muita gente perdendo minutos na largada e aceitando o caixote como parte inerente de uma bolha que só cresce. Boston decidiu não normalizar mais isso.

E você, prefere provas que priorizam o espetáculo ou o corredor? #jornalcorrida

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