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A Maratona de SP 2026, na prática

Conhecer os pontos do percurso é importante. Mas saber como você vai se sentir quando chegar neles… Isso pode mudar tudo!



Visualizar é correr a prova antes dela acontecer. É treinar a cabeça para reconhecer cada fase dos 42km, prever onde a mente vai pesar e já se preparar para reagir. Essa estratégia é usada por atletas do topo ao amador comum transforma ansiedade em foco e cansaço em superação. No dia 12/4, pode ser o detalhe que faz você cruzar inteiro a linha de chegada .

Pronto pra rodar o filme da sua prova, na Maratona de São Paulo, em 12/4?


Km a Km:  Como Você Vai Sentir a Prova


0 a 3,5 km: a largada que tenta te enganar

A largada no Obelisco tem adrenalina alta, com cidade ainda acordando e corpo fresco. O primeiro trecho é um sobe e desce pela Av. Rubem Berta. A elevação ali não é brutal, mas suficiente para ter um papel importante na sua estratégia por toda a prova: lembrar que vc precisa segurar a empolgação. Na prática, o corpo vai pedir para vc sair acima do ritmo, mas esse é o primeiro teste mental da prova. Se você passa esse trecho tentando ganhar tempo, provavelmente vai pagar caro depois.

Sensação: perna leve, coração acelerado, mente elétrica.

Estratégia: corra 5–10 seg/km mais lento que o seu pace-alvo. O objetivo aqui não é performar, mas não estragar a prova antes dela começar!


3,5 a 12 km: a fase sedutora

Aqui a prova fica bem mais 'corrível'. Parque Ibirapuera, República do Líbano, JK e Parque do Povo. É um trecho mais fluido, quase plano, onde o ritmo encaixa e o corredor começa a acreditar que o dia será mais fácil do que imaginava.

Cuidado: é exatamente aqui que muita maratona acaba sem que o corredor perceba. O pace encaixa, a sensação de esforço cai, a cabeça começa a fazer conta de tempo final… Erro clássico!

Sensação: confiança crescente, respiração sob controle.

Estratégia: entrar no pace treinado, mas sem ultrapassar o ritmo-alvo. O túnel do Tribunal de Justiça, perto do km 8,5, já dá um pequeno aviso do que virá no final.


12 a 17 km: a última parte 'social' da prova

Na região do Jockey espere mais torcida, mais movimento e mais energia. É um trecho psicologicamente positivo: o corpo ainda responde bem, a musculatura está inteira e a prova parece sob controle. Mas aqui começa a separação entre quem está correndo no ego e quem está correndo com plano.

Pra descobrir onde vc se encaixa, vale a pergunta que todo corredor precisa se fazer no km 15: “estou correndo o ritmo da minha planilha ou o ritmo da minha empolgação?” Se a resposta for a segunda, ajuste agora!


17 a 23 km: a metade da prova e o falso conforto

Alto de Pinheiros, Praça Panamericana, Villa-Lobos. Percurso visualmente agradável e corpo ainda relativamente inteiro. Passagem pelo marco da meia-maratona em clima de otimismo. Esse é o ponto em que muita gente pensa: “hoje vai dar”! Mas calma: a Maratona de São Paulo costuma revelar sua dureza somente no segundo ato.

Sensação: autoconfiança, mas início de desgaste muscular.

Estratégia: Metade da prova não é hora de celebração, mas de um balanço mental: como estão suas pernas, o estômago, o ritmo?. Afinal, são 42 km inteiros para honrar. Segura o ímpeto, guarda fichas e deixa a cidade te carregar no ritmo certo.


23 a 33 km: a maratona de SP começa de verdade

A partir daqui, a prova muda o roteiro: entrada na USP e depois Escola Politécnica. Menos torcida, asfalto mais irregular, longas retas, monotonia visual, vai-e-volta, pouca distração mental. Essa parte da prova é menos sobre perna e mais sobre cabeça. A monotonia pesa e torna esse trecho um dos mais desafiadores do percurso.


O km 30 aparece como um divisor simbólico. É aqui que a maratona deixa de ser corrida e vira negociação mental. Sensações típicas do muro na USP: pernas começando a endurecer, primeiros sinais de quadríceps, vontade de “tirar o pé” e pace começando a oscilar mais que o esperado.


Estratégia: a partir de agora, evite pensar nos 42km, e sim quebrar mentalmente a distância que falta em blocos curtos, com no máximo 3kms. Aqui, sua corrida vai pedir propósito, então relembre o que te move e te trouxe até ali. Tem nuts no 32 km, pra ajudar na conversa do cérebro com as pernas.


33 a 40 km: a zona da verdade

Esse é o trecho mais dramático da Maratona de SP. Saída da USP, retorno ao Jockey e sequência de três túneis: Dr. Zerbini, Jânio Quadros e Tribunal de Justiça, já bem próximo ao parque Ibirapuera. Nos túneis, a prova te coloca num ambiente quase simbólico: escuro, abafado, GPS falhando, pernas pesadas, com rampas curtas, mas cruéis por conta do acumulado da prova . O relógio pode enlouquecer. Mas você, não!


A dica é simples: corra por sensação de esforço. Esse é o trecho em que a Maratona de SP vai te perguntar: “você treinou a mente ou só treinou a perna?”.


40 a 42 km: o retorno ao solo sagrado dos corredores de sampa

Na saída do último túnel, o Tribunal de Justiça, vc terá uma leve subida pra entrada na Av. República do Líbano e uma curva para o Obelisco. Agora não existe mais fisiologia, mas emoção, memória muscular e pura vontade. Os últimos 800 metros no Ibirapuera são quase uma catarse coletiva, numa sensação de que a cidade inteira te empurra.


A dica tática que pode decidir sua prova: se eu tivesse que resumir a estratégia dessa prova em uma frase: corra os primeiros 30 km com humildade para poder correr os últimos 12 km com coragem. Na Maratona de SP, quem sai para buscar tempo cedo demais costuma ser engolido pela USP + túneis + subida final. Essa não é prova para heroísmo no km 10, mas para lucidez a partir do km 35.


Agora já não é mais sobre tempo. É sobre ter intenção e lembrar por que começou e de sentir cada passo como se fosse o primeiro, e o último. Nessa prova, o que te empurra é a vontade de escrever uma história que só você vai entender: ser finisher da Maratona Internacional de SP 2026. Parabéns, maratonista!

desde 2009 correndo com você pelo Brasil e pelo mundo.

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