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Maratona de Londres confirma mudanças para 2027

A Maratona de Londres anunciou que a edição de 2027 terá 100 mil corredores distribuídos em dois dias de prova. A notícia impressiona, mas a expressão usada pela organização para descrever a decisão talvez seja ainda mais interessante: one-off event. Em outras palavras, Londres não anunciou uma nova regra, anunciou um experimento.


Abaixo, reunimos as respostas oficiais mas também antecipamos perguntas que ainda seguem sem resposta. Porque reduzir incerteza é uma das formas mais eficientes de ajudar o corredor a entender o que acontece fora do percurso e por que isso pode mudar a corrida de rua no mundo inteiro, mesmo pra quem nunca pensou em participar desse tipo de prova.


Londres 2027 em dois dias. Afinal, o que mudou?

A edição de 2027 será realizada em dois dias, sábado (24/4) e domingo (25/4), com capacidade total para 100 mil corredores. É uma iniciativa anunciada como pontual e excepcional (one-off event), válida apenas para 2027.


São duas maratonas diferentes?

Não. A organização trata o formato como "Two Days. One Event". É uma única Maratona de Londres, disputada ao longo de um fim de semana inteiro. Todos percorrem os mesmos 42,195 km, num percurso idêntico.


Pode escolher correr no sábado ou no domingo?

Não. Quem conseguir vaga receberá um dia de prova definido pela organização. Não haverá escolha livre da data.


Pode correr nos dois dias?

Também não. Cada participante só poderá correr uma vez. A ideia é aumentar o número de pessoas atendidas, não oferecer uma dobradinha de maratonas.


As chances de conseguir vaga realmente aumentam?

Sim, mas talvez menos do que parece.

O número de participantes praticamente dobra, mas a demanda continua gigantesca. A edição de 2027 recebeu cerca de £1,33 milhão de inscrições na loteria. Mesmo com 100 mil vagas, a probabilidade individual ainda permanece abaixo de 10%.


O percurso será diferente em cada dia?

Não. A promessa é manter o mesmo trajeto clássico, de Greenwich até The Mall, passando por pontos icônicos como Cutty Sark, Tower Bridge e Canary Wharf.


A medalha será igual para todos?

Tudo indica que sim. Até o momento, a organização não anunciou medalhas diferentes para sábado e domingo. A tendência é que todos recebam o mesmo símbolo de conclusão da edição histórica de 2027.


Os tempos obtidos valerão normalmente?

Sim. Os resultados serão oficiais, homologados e equivalentes aos de qualquer outra edição da prova.


Haverá diferença entre elite masculina e feminina?

Sim. A expectativa é que as provas de elite masculina e feminina aconteçam em dias diferentes. As mulheres profissionais devem abrir um dos dias, provavelmente o sábado, enquanto os homens da elite correm no domingo.


O recorde da prova continuará valendo?

Sim. Mas a comparação histórica ficará curiosa. Corredores de sábado enfrentarão condições climáticas potencialmente diferentes das de domingo. Temperatura, vento e umidade podem favorecer um grupo em relação ao outro.


O Guinness vai considerar Londres a maior maratona do mundo?

Provavelmente sim. Se os 100 mil concluintes forem confirmados, Londres estabelecerá um novo recorde mundial de finishers, superando com folga as cerca de 60 mil chegadas registradas em 2026.


Afinal, por que Londres chamou 2027 de one-off event?

Essa é uma resposta que dificilmente aparecerá nos comunicados oficiais, mas que ajuda o corredor a entender o que está realmente em jogo. One-off significa algo que é pontual, que ocorreu ou vai ocorrer uma única vez, sem a intenção de se tornar rotina ou de ter continuações. Essa expressão foi usada porque a organização ainda não tem certeza de que uma maratona com 100 mil corredores distribuídos em dois dias funciona tão bem quanto parece no papel. Em vez de anunciar uma mudança definitiva, Londres decidiu tratar 2027 como um grande teste. É uma postura incomum para uma Major: apresentar uma novidade histórica como hipótese, não como certeza.


Isso pode virar tendência entre as Majors?

Essa talvez seja a pergunta mais interessante. Londres trata 2027 como uma experiência única, mas a decisão cria um precedente. Outras provas com demanda explosiva passam a observar um experimento em escala inédita.


As próximas dúvidas já aparecem no horizonte:

  • Será que a Maratona de Nova York poderia fazer o mesmo?

  • Boston aceitaria dividir seu tradicional Monday Marathon em dois dias?

  • Chicago e Berlim, que já operam perto do limite logístico, ganhariam fôlego com um modelo semelhante?

  • A busca pela medalha das Six Stars ficará mais acessível?

  • E, principalmente, se uma Major comporta 100 mil corredores, quantos participantes uma candidata precisa receber para continuar no sonho de se tornar uma Major?


As outras grandes maratonas vão copiar Londres imediatamente?

Provavelmente não. A tendência é que as outras provas observem Londres quase como um experimento científico. Primeiro, Londres corre. Depois, o resto do mundo analisa os resultados.


A TCS New York City Marathon talvez seja a mais interessada em acompanhar os dados, porque convive com uma procura enorme e desafios logísticos semelhantes. Já a Schneider Electric Marathon de Paris pode enxergar potencial turístico no modelo, embora ampliar interdições urbanas ainda seja uma decisão politicamente delicada. Por enquanto, parece improvável que outras grandes maratonas anunciem mudanças semelhantes já para 2027.


O que Londres está realmente testando?

Menos do que um novo formato de corrida, Londres está testando uma nova definição do que pode ser uma maratona. Londres talvez tenha encontrado uma solução para a fila de espera. O efeito colateral é que ela também inaugurou uma nova discussão sobre o tamanho máximo que uma maratona pode alcançar sem deixar de ser uma maratona.


E você, o que acha?

 
 

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