Como rastrear corredores na Maratona do Rio 2026
- Renata Monte Alegre
- 4 de jun.
- 2 min de leitura

Todo corredor conhece a cena: você cruza a linha de chegada, pega o celular e encontra uma sequência de mensagens da família: já passou no 30? Você está bem? Quanto falta? Você sumiu! Em provas grandes, acompanhar um corredor nunca foi tarefa simples. E quanto maior a distância, maior costuma ser a ansiedade de quem está do lado de fora das grades.
Em 2026, a Maratona do Rio quer simplificar essa história, e escolheu a plataforma Runking para fazer o monitoramento dos atletas ao longo do percurso. A proposta é simples: permitir que familiares e amigos acompanhem a evolução do corredor sem precisar trocar mensagens durante a prova.
O acesso será feito por um link público, na plataforma RUNking, através do acesso direto a um link. Não será necessário criar conta nem instalar aplicativo específico. Ao abrir a ferramenta, basta procurar o corredor pelo nome ou número de peito. A partir daí, o sistema passa a exibir as informações de passagem registradas ao longo da prova.
Mas existe um detalhe importante que vale entender. A tecnologia utilizada não funciona como um GPS em tempo real. Muita gente imagina que o sistema mostra exatamente onde o corredor está a cada segundo, como acontece em aplicativos de navegação ou compartilhamento de localização.
Na Maratona do Rio, não é assim. O modelo adotado aqui é chamado de rastreamento preditivo. Na prática, a plataforma utiliza os pontos oficiais de cronometragem espalhados pelo percurso. Sempre que o corredor passa por um desses pontos, normalmente posicionados em intervalos de aproximadamente 5 quilômetros, o sistema registra sua passagem. Com base nessa informação, calcula a velocidade média daquele trecho e projeta onde o atleta provavelmente estará nos quilômetros seguintes. Funciona como uma previsão.
Se um corredor passou pelo km 20 mantendo ritmo constante, a plataforma consegue estimar com boa precisão quando ele deverá alcançar o km 25, o km 30 e a linha de chegada. Por isso, pequenas diferenças podem acontecer ao longo da prova. Se o atleta acelerar, desacelerar, parar em um posto médico ou enfrentar dificuldades inesperadas, a projeção será corrigida na próxima parcial registrada.
Para quem acompanha, isso significa uma experiência muito mais útil e fluída do que simplesmente esperar notícias pelo WhatsApp. A ferramenta permite entender se o corredor está mantendo o ritmo planejado, se houve alguma alteração importante de desempenho e qual o horário estimado de chegada. Na prática, também ajuda quem pretende encontrar o atleta em algum ponto do percurso ou organizar a recepção na chegada.
Vale lembrar que a plataforma trabalha com estimativas. Ela não substitui a localização em tempo real de um GPS ativo instalado no celular do corredor.
Ainda assim, representa um avanço importante na experiência da prova.
As grandes maratonas do mundo entenderam há muito tempo que a corrida não acontece apenas para quem está usando o número de peito. Ela também acontece para quem acordou cedo para torcer, para quem acompanha cada parcial pelo celular e para quem passa horas esperando aquele abraço na linha de chegada.
A tecnologia que estará disponível no Rio foi pensada justamente para aproximar esses dois lados da experiência. Porque, no fim das contas, maratona também é uma prova para quem fica do lado de fora acompanhando cada quilômetro. #maratonadorio2026 #jornalcorrida
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